O amor saudável

Perguntaram um dia a Jesus:
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- Senhor, qual o principal mandamento?
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Ele respondeu:
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- Amarás ao Senhor de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com todas as tuas forças, e mais: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Esta é a Lei e os Profetas.
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Vamos pensar no que Jesus disse, do fim ao início, se concentrando no meio.
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A Lei e os Profetas nada mais é do que todo o Antigo Testamento. Quem não obedecesse a esses mandamentos estaria como que em débito com Deus. Mas somos miseráveis pecadores – todos nós – e por causa dessa miserabilidade, nossa dívida já nasce acumulada até as nuvens, se tornando impagável.
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O amor é o cumprimento de toda essa lei.
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Mas o ponto principal que quero focar é na expressão “amarás ao teu próximo como a ti mesmo”.
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Ele não fala simplesmente “amarás ao teu próximo”.
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Ele também não fala “amarás ao teu próximo mais do que a ti mesmo”, pois isso implicaria em que a pessoa devesse aguentar todo tipo de abuso, de roubo, abandono de personalidade e de consciência própria, de violência, de humilhação, de todo o tipo de mal; e pior, mal gratuito.
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Isso implicaria em escravidão; somos chamados a ser servos uns dos outros, mas há um limite sim.
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Esse é o tipo de amor que a “igreja” e o “mundo” exige das pessoas (na verdade, a “igreja e o “mundo” acabam sendo dois lados de um mesmo sistema). As pessoas têm que ceder sempre, sem questionar, têm que aguentar aquilo que Deus não nos disse para aguentar. Não! Pois isso geraria todo o tipo de doença na alma e feridas enormes, aleijando a pessoa por dentro.
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Por outro lado…
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Ele também não fala “amarás ao teu próximo menos que a ti mesmo”, pois isso implicaria em egoísmo, em individualismo, na lei de Gérson ( o que é que eu vou ganhar com isso? ), em abuso, em anarquia, em inconsequência, em imoralidade, em dissolução, em incapacidade de se adaptar, de ceder um pouco em nome do bem de todos; a pessoa se tornaria o centro do universo, seria a tirania do “eu”.
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Somos chamados a nos valorizar, mas há um limite sim (é isso que é humildade).
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Esse é o tipo de amor que a “igreja” e o “mundo” vivem de fato (Deus por todos e cada um por si). As pessoas não cedem nunca, são escravizadores, sanguessugas dos outros, se tornam seres intragáveis; se tornam como o diabo. Não a este falso amor também!
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Devemos sim amar ao próximo com a si mesmo. Esse é o ponto de equilíbrio; esse é o amor saudável.
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Aplique isso a todos os seus relacionamentos e você viverá bem; eliminará talvez os principais problemas da sua vida.
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É isso que o Ap. Paulo tanto recomenda em suas cartas: que sejamos pessoas equilibradas.
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E o amor a Deus onde fica?
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O Ap. João condicionou o amor a Deus ao amor ao próximo quando disse: “Se não amamos ao nosso irmão, a quem vemos; como poderemos amar a Deus, a quem não vemos?”, e, “Quem diz que ama a Deus, ame também a seu irmão”, e mais; “quem não ama a seu irmão é assassino, e vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo”; em fim, leia 1 João todo; fica lá no fim da Bíblia.
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Assim provamos que amamos a Deus. Assim cumprimos todo o tipo de Lei que poderia nos atrapalhar ou nos condenar. É assim que é.
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O que passar disso, seja para um lado para o outro, não é amor, é doença, é ciúme, é inveja, é vanglória, é soberba, é amargura, é possessividade, não é amor de Deus, nem tem nada haver com Ele, pois Ele é Amor.
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Se alguém diz que te ama, mas te ama menos ou mais do que a si mesmo, saia fora!
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Pense nisso.

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