A leitura da Palavra para a vida

CHAVE HERMENÊUTICA: OLHE PARA JESUS E VOCÊ ENTENDERÁ A PALAVRA.
"O Verbo se fez carne...", sendo assim, a Encarnação torna-se nossa única e possível chave hermenêutica para entender a Palavra, a mim mesmo, o próximo e a realidade atual.


1. Deve-se ler existêncialmente a Bíblia como tendo seu espirito realizada em Cristo. Ele veio para cumprir tudo. Cumpriu? Sim! Está consumado! Mas cumpriu de uma maneira legal-aos-sentidos? Não! Prova disso que o cumprimento da Palavra em Jesus era justamente aquilo que os mestres da Lei em Seus dias chamavam de transgressão. Assim, há um espírito até na Lei. Jesus cumpriu esse espírito, não suas materializações!


2. Deve-se ler as "falas" de Jesus e não somente fazer (quando se faz) exegese do texto. Antes disso, deve-se perguntar: qual o significado desse ensino de Jesus para Jesus? E a resposta é uma só: veja como Ele lidou com a vida, com as pessoas, com os fatos! Conferindo uma coisa com a outra fica-se livre da construção de dois seres irreconciliáveis: o Jesus que viveu cheio de amor e graça, e o Jesus que ensinou coisas que só os interpretes autorizados conseguem "captar".


3. Desse modo, então, não se faz jamais uma interpretação textual que não coincida com o comportamento e com a atitude de Jesus na questão, conforme o Evangelho. Eu confiro tudo com o espírito de Jesus, conforme o Evangelho.


4. Só assim Jesus não fica esquizofrênico ante os nossos sentidos: o que Ele disse, Ele viveu; e o que Ele viveu, é o que Ele disse."Assim, Jesus é a chave hermenêutica para se discernir a Palavra, mas mesmo assim, eu só a conhecerei como Verdade, se eu mesmo a provar na minha carne; e isto é o que acontece quando a gente anda no Caminho; e assim é mesmo quando a gente tropeça."





É no chão da vida que caminhamos...
No Caminho da Graça, temos nos encontrado, reencontrado e reconhecido a presença de Deus para alem dos estereótipos religiosos, padrões religiosos, tradições religiosas. Temos descoberto que Deus não é propriedade exclusiva de nenhuma religião, pois Ele é livre e absolutamente soberano.
QUEM É E QUEM NÂO É DO CAMINHO DA GRAÇA?



O “Caminho da Graça” não existe, a menos que você o torne existente para você.
Tem gente que pensa que existe algo real com o nome de “Caminho da Graça”. Não. Tal coisa não existe. E jamais deixarei que exista.
Existe uma nomenclatura dada a um movimento de busca da simplicidade do Evangelho, o qual, entre nós, circunstancialmente, se chama “O Caminho da Graça”.
Mas não existe nada como as mulheres do “Caminho da Graça”, os adolescentes do “Caminho da Graça”, os jovens do “Caminho da Graça”, ou mesmo os mentores do “Caminho da Graça”.
Temos reuniões para gente: homens, mulheres, crianças, jovens, adolescentes e até para os adultos que se sentem eternamente meninos. Mas participar do grupo não faz da pessoa uma pessoa do “Caminho da Graça”, a menos que ela viva o Evangelho.
No “Caminho da Graça” somente é quem é; quem não é… pode freqüentar, estar em todas, mas não é.
Sim! Pois no “Caminho da Graça” apenas se dá valor ao que a pessoa faça de uso do bem do Evangelho para ela. Se fizer…, está no “Caminho da Graça”, se não fizer... pode fazer o que desejar, mas não é e não está no “Caminho da Graça”.
É por isto que não temos “membros”, nem “oficiais”, nem coisa alguma que dê à pessoa a ilusão de que por ter uma função oficial, isto faça dela uma pessoa especial.
Perguntam-me:
“Fulano é do “Caminho da Graça”?”
Respondo:
“Não sei. É?”
Então afirmam:
“É sim. Tá lá todo domingo!”
Respondo:
“O diabo também”.
Retrucam:
“Mas a pessoa da qual falo é de lá sim; diz que é seu discípulo e defende você em tudo!”
Respondo:
“Defender-me não o torna do “Caminho da Graça”. Ele será do “Caminho da Graça” apenas se andar com Jesus, o Caminho. No “Caminho da Graça” não temos ninguém que seja do “Caminho da Graça” apenas porque apareça, goste ou freqüente”.
Temos uma reunião ou mais. O nome do ajuntamento desses discípulos é “Caminho da Graça”. Mas o nome somente será mais que um nome se a pessoa viver o Caminho de Jesus, abraçar o Evangelho. Do contrário, é apenas uma pessoa freqüentando um ambiente no qual o Evangelho é pregado; embora a pessoa não seja do “Caminho da Graça”, a menos que se faça um ente de tal realidade pela simples seriedade com a qual trate o Evangelho em sua vida.
Assim, quando me dizem:
“Os jovens do “Caminho da Graça” ou os adolescentes do “Caminho da Graça” estão fazendo besteira”, eu digo:
“O Caminho da Graça” não tem a paternidade de ninguém. O “Caminho da Graça” não adota pessoas; pessoas é que adotam o “Caminho da Graça” quando se tornam discípulas de Jesus. Enquanto obedecerem ao Evangelho serão do “Caminho da Graça”, mas no dia em que desistirem do Evangelho como bem para as suas próprias vidas, nesse dia já não serão do “Caminho da Graça”.”
Por isto, no “Caminho da Graça” ninguém disciplina ninguém se você entender por disciplina aquilo que as “igrejas” fazem: afastar o membro.
No “Caminho da Graça” ninguém afasta ninguém, as pessoas se afastam quando não suportam mais o Evangelho.
E quando há dos que não assumem e nem se afastam, nada muda, pois, tem-se apenas uma pessoa ouvindo o Evangelho, e, em mim, sempre há a esperança de que a pessoa se converta.
O “Caminho da Graça” não assume nenhum papel de Xerife, ou de pai, ou mãe, ou de “igreja”; ou seja: de superego dos crentes!
No “Caminho da Graça” quem, sendo filho, tem pai e mãe, o “pastor” de tal pessoa jovem será o pai ou a mãe.
Ninguém é chamado para se explicar. A vida da pessoa a explica todo dia, para o bem e para o mal.
No máximo o que se faz é, ao se ver que uma pessoa não está andando conforme o Evangelho, apenas pedir que ela dê um tempo nas atividades publicas à frente de eventos ou coisas relacionadas ao “Caminho da Graça”, mas se insta com ela para que fique exposta à Palavra.
“O Caminho da Graça” apenas tem duas instancias de manifestação; uma grupal e densa e outra individual; ou seja: as reuniões do grupo e as ações dos indivíduos comprometidos com o Evangelho.
Não queremos ser uma comunidade/clube, na qual os membros se sintam pertencendo ao grupo.
No “Caminho da Graça” apenas queremos que as pessoas se exponham ao Evangelho. Se andarem juntas por gostarem da companhia umas das outras, que façam bom proveito. Mas não é por isto que se tornam mais do “Caminho da Graça” do que quem apenas ouve a Palavra e faz bom proveito dela em sua vida, sem jamais querer sair para comer uma pizza depois da reunião, que pode até ter sido “um culto”, no caso de todos os que dela participem tenham adorado a Deus em espírito e em verdade, no ato de cultuarem juntos.
Assim, um monte de adolescentes que andem pelas reuniões do “Caminho da Graça” não são os “Adolescentes do Caminho”, mas apenas um grupo de meninos que aparecem nas reuniões do “Caminho da Graça”.
Os do “Caminho da Graça” são os que, pela vida, confessam Jesus e o Evangelho. Os que assim não fazem são apenas pessoas que aparecem aos encontros, mas que nada fazem do bem do Evangelho em suas vidas; portanto, andam nas reuniões do “Caminho da Graça”, mas ainda não estão no Caminho.
Assim, no “Caminho da Graça” ninguém é a menos que seja; pois, se não for, não se tornará por nada neste mundo.
“O Caminho da Graça” não é um ajuntamento, antes de ser um conceito: O Evangelho.
Meu compromisso é apenas pregar sem falsificação o Evangelho. O que fazem com o que prego é decisão de cada um. Eu, todavia, não tenho membros e nem oficiais, pois, entre nós, só é oficial aquilo que se torna vivo pelo Evangelho todos os dias, e só é membro quem serve o próximo, não quem dá o dízimo ou vira bucha de reuniões sem sentido... para a pessoas que aparecem sem saber nem bem a razão.
Desde que “O Caminho da Graça” iniciou aqui em Brasília, e, depois, pelo Brasil e até em outros paises, já recebi cartas de pessoas me cobrando algo sobre o comportamento de alguém ou alguns que dizem ser do “Caminho da Graça”.
Minha resposta é sempre a mesma:
“Ele pode até freqüentar as reuniões, mas não é do Caminho, pois, no “Caminho da Graça” só é verdade o que for verdade em Jesus, o que não for, não faz ninguém se tornar do “Caminho da Graça”.
No Caminho de Jesus só é quem se faz ser todos os dias!
Quando você vir alguém se jactando que é do “Caminho da Graça”, não creia nele. Quem é do Caminho não se jacta de nada, apenas serve sem questões e sem argumentos.
Quando você vir alguém se dizendo do “Caminho da Graça” ao mesmo tempo em que negue o Evangelho na prática da vida, pode dizer: “Você freqüenta as reuniões do grupo o “Caminho da Graça”, mas você não é do “Caminho da Graça”, posto que não haja graça em seu caminhar”.
Perguntam-se:
O “Caminho da Graça” tem membros?
Respondo:
“Tem todos os que andam com Jesus segundo a simplicidade do Evangelho. Esses são os membros se forem membros do Corpo de Cristo, manifestando isso pela adesão de discípulo a Jesus”.
No dia em que se fizer a “conta” de quantos sejam os membros do “Caminho da Graça”, nesse dia o “Caminho da Graça” acabou.
A permanecia do “Caminho da Graça” dependerá totalmente de sua coragem de total impermanência.
Um grupo de gente que freqüenta o “Caminho da Graça” é apenas um monte de gente que freqüenta o “Caminho da Graça”.
Se estiverem fazendo o que é bom, bom será o que fizeram. Se estiverem fazendo o que é mal, mal será o que fizerem.
Simples assim.
Se passar disso, saiba: não é o “Caminho da Graça”; pois, entre nós tal é radicalidade existencial anunciada; se for, é; se não for, não é.
O resto é o velho fantasma da “igreja” assombrando os crentes ainda viciados em pertencer sem ser.
Ou então é o ardil de sempre do diabo, estimulando o individuo a pertencer [como se fosse possível] sem se tornar.
Em Jesus quem é, é; quem não é, não é.
É assim que é com Jesus. Por que deveria eu adotar outro critério?
Jamais!
Afinal, no “Caminho da Graça” não vale tudo e não vale nada, pois, só vale o Evangelho.
Assim, quem ama Jesus e anda no Evangelho, esse é do “Caminho da Graça”. Mas quem apenas acha legal ou pensa que vale tudo, esse saberá que no “Caminho da Graça” as coisas são ainda mais estreitas, pois, não se tem a ilusão nem dos números e nem dos membros...; posto que apenas sejam do “Caminho da Graça” os que sejam do único Caminho de Vida, Jesus.
Perguntam-me:
“No “Caminho da Graça” vale tudo?”
Respondo:
“Não! No “Caminho da Graça” só vale o que seja Evangelho; pois, o que não for... para nós não vale nada!”
Portanto, só é membro do “Caminho da Graça” quem se fizer ramo da Videira por conta própria, único modo de alguém se tornar ramo da Videira Verdadeira,


Nele,

Caio
25 de março de 2009
Lago Norte
Brasília
DF


"Fica decretado que o homem não mais julgará o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar".




O que é conversão?

CONVERSÃO é não ter mais absolutamente nenhum outro ponto de vista que não venha do Evangelho.

CONVERSÃO é não ter nenhum outro ponto de partida que não parta do Evangelho.


CONVERSÃO é não ter nenhum outro ponto de chão para caminhar que não seja o chão do Evangelho.


CONVERSÃO é não almejar nenhum outro ponto de chegada que não seja no Evangelho.


CONVERSÃO é está impregnado do Evangelho dando razão a Deus todo dia, num processo que pode ter começado um dia, mas não terminará jamais, porque só terminará no dia em que transformados de glória em glória nós nos tornarmos conforme a semelhança de Jesus.


CONVERSÃO é renovar a mente todo dia.


CONVERSÃO é ler este século e não nos conformarmos com ele.


CONVERSÃO é ver mundo no mundo, e ver mundo no que se chama Igreja.


CONVERSÃO é chamar de mundo não o ambiente fora das paredes eclesiásticas, e chamar de Igreja o ambiente dentro das paredes eclesiásticas.


CONVERSÃO é saber que mundo é um espírito, um pensamento, uma atitude que pode estar em qualquer lugar, e está freqüentemente nos concílios de um modo muito mais sofisticado do que está nos congressos políticos explicitamente definidores de políticas pro mundo.


CONVERSÃO é manter a mente num estado de arrependimento constante, de metanóia, de mudança de mente, que por vezes acontece com dor outras vezes só pela consciência que vai abraçando o entendimento e vai dando razão a Deus, e vai dando razão a Deus, e vai dando razão a Deus, e vai dizendo: Deus tem razão, a Palavra tem razão - e se ela tem razão eu quero conformar a minha vida conforme a verdade do Evangelho.

Caio Fábio
www.caiofabio.com


O que é Importante?


Ora, o que é realmente importante é apenas aquilo que sejacompletamente essencial à vida, sendo a própria vida em sua plenitudede expressão.
Desse modo, falamos apenas de amor!
O problema é que ao ouvirmos falar de amor pensamos em tudo, menos emamor mesmo!
Pouca gente sabe [como Forrest Gump sabia] o que amor é de fato.
Amor não é desejo, nem sentimento, nem posse, nem alegria, nemfelicidade, nem razão, nem nada que caiba em definição oucompreensão.
Aliás, o amor não precisa de nada do que acima mencionei a fim setornar pleno!
O amor não é prático, ele é apenas simples. Não é solucionador, éamigo e solidário. Não é dono, mas naturalmente servo. Não tem razão,mas apenas existe da razão de ser: o amor.
Amar é uma decisão do entendimento do sentido da vida, o qual somentese apreende em fé e rendição ao amor de Deus, saiba a pessoa dissocomo “informação” ou não.
De fato, amar é graça de Deus, e, todo aquele que ama conhece a Deus.Sim! Conhece a Deus não como termo, palavra ou tentativa de definição,mas como Deus mesmo; ou seja: como amor; pois, Deus é amor.
Onde quer que você veja alguém que prefere a paz à contenda, quedeseja mais a vida do que a “vitória”, que se compraza na verdade e najustiça mais do que em “conquistas”, que não se ensoberbeça e nem setorne arrogante diante de qualquer sucesso, que tenha alegria naalegria dos outros, e se condoa das dores do próximo, e que tendocomo, sempre faça alguma coisa; sem jamais se tornar cínico ou blasé,e sempre reverenciando e respeitando ao próximo — saiba: aí estáalguém que ama; e, portanto, é nascido de Deus, pois, ama a todoaquele que de Deus é nascido; e também a todo aquele que sendo deDeus, ainda não se fez Dele nascido.
Ora, em tal caso, não importa etnia, religião ou irreligiosidade;povo, nação, cultura ou o que seja; pois, “em todo lugar, todo aqueleque teme a Deus e faz o que lhe é aceitável, é aceito por Deus, vistoque Deus não faz acepção de pessoas” — conforme disse Pedro a Cornélioem Atos 10.
Aí você me pergunta:
“Mas Caio? E onde entra a pregação e a Igreja?”
Eu respondo:
Mostra-me, então, a tua “pregação” e a “tua igreja” sem amor, e, eu,sem “igreja” e sem “pregação”, com amor, te mostrarei a Pregação e aIgreja.
É um privilégio conhecer o Evangelho quando se o vive. Mas é umadesgraça saber dele para não vivê-lo, embora se admita a sua verdade.
Jesus disse que muitas “obras missionárias” podem ser atividades dodiabo e do inferno!
Ele disse isto quando afirmou que os fariseus rodeavam o mundoquerendo “clonar pessoas” à sua imagem e semelhança farisaica,tornando-as, por tal razão, duas vezes mais filhas do inferno do queeles mesmos [Mt 23].
Isto aconteceu milhões de vezes na história e está acontecendo hoje,aos milhões também, que é quando a pessoa era melhor antes de virar“cristã”.
Gente ruim, quando se “converte”, tende a ficar muito pior depois deum tempo, especialmente quando vêem na “hipocrisia” dos outros o álibiperfeito para fazer a maldade sob o manto da piedade.
Entretanto, já vi muita gente boa e simples ser enfeiada pela suposta“conversão”. É quando a religião chega para dar cabo dasespontaneidades da vida sem religião, mas que era pura no exercício doamor, conforme a luz que se tinha.
É por isto que qualquer que seja a experiência com a “informação doevangelho” que não se faça acompanhar de fé, põe o individuo exposto à“informação” em estado muito pior do que o anterior. Pedro diz que écomo a porca que volta à lama e o cão ao vômito.
Pouca gente sobrevive à tentação de apenas amar amando ante a“tranqüilidade” advinda da falsa segurança de fazer parte do “grupoque diz amar”.
É assim que as doutrinas e credos são criados. É assim que osconcílios são inventados. É assim que organizações de amor sãogeradas. É assim que éticas são desenvolvidas e discutidas. É assimque uns se tornam melhores do que outros aos seus próprios olhos. Éassim... — que tudo fica assim...
Para muitos o que digo é uma super-redução. Mas para quem sabe o queamor é, mesmo que seja um Forrest Gump, o que digo diz tudo o que importa na vida e aos olhos Daquele que vê.

Nele, que é apenas Amor,

Caio

8 de julho de 2008


http://www.caminhoeua.blogspot.com/

O que é o Caminho?

O Caminho é mais que um lugar ou um clube de iluminados. Trata-se de um movimento de subversão do Reino de Deus na Terra. Por esta razão, "o Caminho" é feito de gente chamada a assumir seu papel de sal que se dissolve e some para poder salgar; de fermento que se imiscui na massa e desaparece a fim de subverter; de pequena semente que se torna grande e generosa árvore que a todos acolhe; de Casa do Pai para os filhos Pródigos e também para os Irmãos Mais Velhos que se alegrarem com a Graça do perdão; e um ambiente espiritual no qual até o "administrador infiel" possa se consertar, e, assim, tentar fazer o melhor do que restou.

No Caminho todos são irmãos, e ninguém é juiz do outro. Assim, ajudam-se, mas não se esmagam uns aos outros, posto que no Caminho todos caem e levantam, todos se enfraquecem, mas não desanimam, todos são humanos, e, com humanidade são tratados, conforme o Dogma do Amor.

Desse modo, "os do Caminho" andam no mundo, no chão da terra, em meio à sociedade humana; e isto sem fazer propaganda religiosa, mas, antes e sobretudo, "sendo" povo de Deus entre os homens vivendo mediante a "fé que atua pelo amor".

Jesus nunca quis fundar uma religião. Nada foi mais danoso para a genuína fé do que terem-na feito tornar-se uma religião, entre as demais.

Seguir Jesus é aceitar um modo de ser, é assumir como vida as Suas palavras, e é dar testemunho do Evangelho não como uma "estratégia de evangelização", mas sim como a natural vocação da Vida em Cristo.

O "Caminho da Graça" é a simples busca de viver o Evangelho com tal consciência entre os homens. Nada mais e nada menos do que isto!

Portanto, se o que você aqui ler for algo que receba o testemunho interior do Espírito Santo como sendo verdade conforme o espírito do Evangelho, então, una-se àqueles que desejam apenas andar conforme o chamado original dos "do Caminho", conforme o livro de Atos.

Caio
www.caiofabio.com





Que Caminho é esse?

O "Caminho da Graça" no Brasil é um movimento que existe para anunciar que "Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo, e não imputando aos homens as suas transgressões".

Seu propósito como lugar de reuniões não é viver para sua própria manutenção institucional, mas ser uma Estação de bom ânimo no Caminhar de Fé dos discípulos de Jesus, afim de que recebam Ministração da Palavra de Deus, e ganhem convicção inabalável de que o Amor de Deus permanece Incondicional, que o caminho de volta está aberto, que há perdão disponível, visto que o Pai nos recebe em festa; que se pode ser achado, que se pode reviver para Deus como uma nova criatura; para aí então, ser devolvido a terra e misturado ao mundo, para ser SAL e LUZ! (Marcelo Quintela)

Sendo em Cristo tudo que se É, posto que em Cristo se ESTÁ para sempre!

Não somos um lugar enquanto manifestação física e geográfica do mero ajuntamento de pessoas, e nem, como representação legítima e legal de onde Deus está. Mas, somos um lugar enquanto a simples manifestação existencial do ajuntamento de "gente-boa-de-Deus" que acontece em torno de Jesus, e que entendeu que o "Caminho é o caminho que todos fazem em Cristo no meio da existência. Portanto, esse ajuntamento é apenas uma ESTAÇÃO na jornada do viver", um lugar de bom ânimo e adoração.

E nesse sentido, o "Caminho da Graça", enquanto movimento histórico, é uma IGREJA, posto ser um lugar onde a Graça tem sabor de vida e a vida tem sabor de Graça! Aqui é um lugar de ENCONTRO, onde todos podem ser e estar conforme a verdade em amor!

Nosso único dogma é o Amor!




SEM JESUS eu sou assim...


Como está escrito:


Não há justo, nem sequer um.

Não há quem entenda; não há quem busque a Deus.
Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis.
Não há quem faça o bem, não há nem um só.
A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo dos seus lábios; a sua boca está cheia de maldição e amargura.
Os seus pés são ligeiros para derramar sangue.
Nos seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz.
Não há temor de Deus diante dos seus olhos.
Paulo aos Romanos

Assim sou eu, assim é você, assim somos nós, assim é o mundo.
Alguém lê e diz: Exagero! O homem não é assim; pois, sou homem e assim não sou!
Esse, entretanto, nunca se viu. Um cego imagina sua própria aparência e a de outros com muito mais exatidão do que o homem enxerga a si mesmo.

Nossa visão de nós mesmos é sempre moral e sempre vinculada a nós mesmos como referencias do que seja bem e mal em nós e fora de nós.

Entretanto... — Vergonha não é Verdade; é culpa. E nem sempre a culpa conduz alguém à Verdade. Aliás, está escrito que é a Bondade de Deus o que nos leva da culpa sem verdade ao arrependimento na verdade.

Toda-via...

Comemos do fruto da Árvore. Por isso, sentimos vergonha, mas não abraçamos a verdade. Daí... — mesmo Adão ter tentando transferir a culpa de tudo para a mulher e esta para a serpente. Vergonha sem Verdade.

Ora, se em lenho verde não enxergamo-nos a nós mesmos em Adão, por que haveríamos de pensar que os bilhões de Adões adoecidos e piorados, em estado de lenho seco como hoje estamos, ver-nos-íamos melhor?

De fato homem algum aceita a descrição acima. Um judeu da época diria: Jamais. Um grego diria: Nem o pior dos deuses é assim. Um humanista pós-moderno dirá: É a desgraça da culpa insuflada pela droga da religião da idade da pedra.

Entretanto, quem fala acima não é homem do homem e nem um homem de si mesmo; pois, o homem que assim se visse, não escreveria jamais tal coisa, antes a esconderia; e, aquele que honestamente assim se visse, matar-se-ia; a outra alternativa não existe sem revelação na Graça.

De fato quem fala é Deus. É Ele quem diz que somos assim em vista de quem fomos feitos e capacitados a ser. Sim! É Ele quem nos diz quem não somos quando medidos ante o homem Jesus.

Na realidade por mais que uma figura como Jesus tivesse que ser vista com alegria e simpatia, o que Ele gera, apesar de todo o bem que espalha, é o oposto.

É inegável que Jesus divide a humanidade sempre que alguém fica cara a cara com Ele e tem que se decidir.

Entretanto, o que espanta é ver que existe um ódio estranho, um ente impessoal latente na natureza humana e que odeia a Jesus assim como o homem odeia a Vida; e tudo faz para se matar enquanto diz buscar viver...

Os da sinagoga de Nazaré bem ilustram essa minha afirmação.

Sim! Porque diante de Jesus e de Seu ensino e ousadia profética de dizer que naquele dia Isaías 61 ganhava seu cumprimento Nele, os da assembléia manifestaram-se com uma admiração que os fez “maravilharem-se”; e, logo depois, com ódio, tentarem empurrá-Lo do penhasco da cidade.

E por quê?

Ora, mesmo que não queiramos admitir, temos, entretanto, que afirmar que a exposição ao Evangelho, a Jesus e à Palavra, caso não se faça acompanhar de fé, é insuportável; pois, nos faz sentir [quase nunca ver] que somos conforme acima descritos.

Foi essa revelação que fez Pedro ser honesto com sua condição de corrompido, e necessidade de acolhimento na Graça, ao expulsar Jesus de si mesmo agarrando-o para sempre em si.

“Arreda-te de mim; pois, eu sou pecador” — disse Pedro.

Mas que psicologia tem a coragem de expor o homem de tal forma?

Ou que filosofia? Ora, pela pior visão filosófica, o homem seria apenas um nada, uma náusea da consciência-acidente.

Mas o que se diz acima não é tão bom assim. Pois, o que está dito e escrito é que o homem ficou assim; e assim se mantém; de tal modo que optou pela cegueira, posto que em seu narcisismo, desfila como um deus, e se imagina como uma divindade de tão bom que é por... — pagar as contas, cumprir seus deveres sociais e religiosos, e, se possível, evitar confusão.

Eu, no entanto, sei por mim mesmo que não há justo, nem sequer um; que não há quem entenda; e que não há quem busque a Deus.

Sim! Sei a partir de mim mesmo que todos se extraviaram; e que juntamente se fizeram inúteis.

Olho para mim e vejo que não há quem faça o bem, não há nem um só.

Ah! Minha garganta! Deixada a si própria é um sepulcro aberto...

E a língua? Ora, esta é mestra em destilar engano e peçonha de áspides [que fica guardada debaixo dos nossos lábios].

Por isso é que a nossa boca é tão cheia de maldição e amargura.

E quando olho para o meu caminho e para o caminho humano, como posso eu negar que nossos pés são ligeiros para derramar sangue e não para socorrer ao próximo?

Assim, como posso também negar que o que me habita e a todos os humanos [vide a Humanidade; o mundo] é caminho de destruição e miséria?

Sim! É possível negar que nós não conhecemos o caminho da paz?

Ou negar que não há temor de Deus diante dos nossos olhos?

Quem disser que não é assim tanto nunca conheceu a Deus como não entende a profundidade do mal que emana até de nossas melhores virtudes.

Ora, digo isto não para esmagar.

Pelo contrário: mataria eu a mim mesmo?

Esta não é minha intenção!

Digo o que digo apenas porque sei que onde abundou o pecado superabundou a Graça.

Entretanto, sem consciência honesta de quem se é sem a Graça, jamais se provará a abundancia da Graça que nasce de tal reconhecimento.

Sem este primeiro passo não dá nem para iniciar a falar sobre o significado de nossa tão grande salvação.

Nele, que diz o que nos tornamos sem Ele, a fim de nos mostrar quem Nele já somos,

Caio

05/09/07

Manaus

AM





POR QUE VOCÊ NÃO ASSUME QUE ATÉ HOJE NÃO CREU?


Jesus disse que pouco é necessário; e é isso mesmo ASSIM, pois, de fato, o que é essencial não é nada além de muito pouco.
Quando encontrei o Senhor o que mais me chocou foi isso — ver que pouco era necessário!
E o que é necessário para que a vida de alguém seja como um estádio cheio de gente para muito mais gente ainda?
Sim! Pois a promessa do reino, segundo os profetas, é que um seria como mil. E Jesus disse que aquele que Nele cresse faria obras ainda maiores do que as que Ele mesmo fez.

Ah! Muito pouco é necessário!

Nós, todavia, não vemos isso porque o poder está dentro, coberto por um vaso de barro, que é essa nossa realidade de fraqueza.
Por isso, quem olha apenas para o que vê em si mesmo do lado de fora, ou tem que ter nascido rico, ou precisa ter muito dinheiro e fama, ou necessariamente carece de poder político — a fim de crer que pode fazer alguma coisa.

Mas não é assim.

Veja Jesus. O que Ele tinha ou buscou do lado de fora? Ambicionou Ele fazer amigos entre os ricos? Laborou Ele por se fazer respeitado no Sinédrio de Israel? Buscou Ele algum vínculo com Herodes, com Pilatos, com o Imperador Romano? Por que não atendeu Ele o convite dos gregos que, via Filipe, desejavam levá-Lo para Edessa?

Sim! Veja Jesus! O que Ele tinha? E diga-me: Quem teve mais que Ele?

Quando Jesus disse que os que cressem Nele fariam as mesmas obras Dele e outras ainda maiores, fazia referencia a duas coisas: a 1ª era ao poder do Espírito Santo em todos os que crêem; e a 2ª era ao potencial que a Graça plantou em todos nós — na forma de dons, talentos, e, sobretudo, na forma de um poder oculto, o qual é ativado pela fé, pela esperança e pela paixão do amor de Deus.

Não são os mais inteligentes, ou sábios, ou os poderosos do lado de fora, os que mais podem.

Não! São os que crêem os que podem; e os que olham o invisível; e os que se lançam à vida como loucos de certeza; crentes que milagres acontecem; e, sobretudo, sabendo que tudo é possível ao que crê.
A história bíblica inteira é a narrativa de como os que não tinham, tiveram; de como os que não podiam, puderam; e de como os que não eram visto, fizeram surgir as realidades inolvidáveis aos sentidos históricos.

Quem era João Batista? Quem era Pedro, João ou Paulo? Que apoio tiveram? Quem lhes ofereceu qualquer oportunidade? Quem lhes deu o “púlpito”? Quem lhes disse que eram fadados à glória humana? Quem afirmou qualquer coisa em favor deles? Que meios tiveram? Com quais instrumentos trabalharam? Quanto dinheiro possuíram? Ou quando alguém os viu se queixando que sem muita infra nada poderiam fazer?
Nenhum deles teve nada além do que se podia carregar no coração, oculto aos olhos humanos.

E o que houve?

Ora, eles surtaram de significado; e crerem que Jesus os havia enviado; e, sabendo disso, não duvidaram; e apenas partiram para as ruas, as praças, as sinagogas, as ágoras greco-romanas, os anfiteatros públicos, as casas, as estradas, os caminhos, as prisões e os exílios — sempre crendo que cada lugar era o chão do milagre e da revolução; e que cada pessoa era uma multidão de potencial se cresse na Palavra; e que os novos “Gadarenos” diriam: “Cheios de Deus é o nosso nome!”.

Eu cri nisso aos 18 anos. E vi; e vocês mais velhos também viram que um menino cheio do Espírito Santo, adulto na fé e na esperança, sem temor de homens e sem esperanças mundanas, pode, pela sinceridade simples da fé, realizar obras extraordinárias.

E vi que o necessário é apenas crer e andar. Sim! Crer e andar. Crer, ver, andar, fazer!

E tudo começa a partir de 5 pães e 2 peixes. Ou partir de 12 homens. Ou mesmo pode começar se um homenzinho obstinado e apaixonado crer, e, assim, com sua fé, decidir visitar toda a Terra dizendo a todos que há um só Deus; e fazer isso com tamanho amor que ninguém consiga dizer que aquela pessoa, certa ou errada, não seja “de verdade”.



Assim nasceram e nascem os Pedros, os Joões, os Paulos, e todos os santos malucos que mudam homens e histórias.



E se cada um deles fosse perguntado sobre o que seria necessário, todos eles diriam: “Ora, pouco é necessário; basta que esse vaso de barro abrace o grande tesouro que Deus depositou em seu coração”.



Então pergunto a você:



O que você está esperando? Até quando você se esconderá do fato que em você habita o poder do milagre, e que sua vida é assim como tem sido, pequena, sem alegria, sem os tumultos bons, sem os bons combates, sem o espírito da revolução, apenas por que você não crê mesmo?



Há pessoa que simplesmente vivem como se nelas não houvesse nada além de dor, fraqueza e impotência.



Mas não é assim. Pois grande é o tesouro que este meu vaso de barro guarda; assim como é grande a riqueza que habita o seu vaso.



Não temos desculpas. Quem não manifesta o que recebeu é porque enterrou como o homem que ganhou um talento e o escondeu.





Pense nisso!





Caio



30/07/07

Lago Norte

Brasília





Artigo 1 - Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2 - Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3 - Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4 - Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.

Artigo 5 - Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silêncio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.

Artigo 6 - Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 - Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 - Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16- Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18 - Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20
- Amém!

Caio Fábio
www.caiofabio.com
“Desconstrução” é uma palavra nova entre os humanos. Vem de algo que não é um “destruir”, mas um desmontar gradual, e que inclui o processo de entender o que se está desmantelando, sem cometer, assim, injustiças com o que era; ao mesmo tempo em que não se deixa dúvida de que aquele é um ato de insatisfação; e que ou propõe ou busca uma alternativa; a qual poderá até aproveitar o que de bom ainda houver na estrutura em processo de desmonte.

“Desconstrução” é uma palavra politicamente correta. Sim, ela está cada vez mais na moda. A primeira vez que me dei conta dela foi em inglês, aí pelo meio da década de 80. Depois li alguns teólogos católicos que usavam e abusam da palavra. Na década de 90 ela entrou para o dicionário cult. Então, nesta primeira década do novo milênio, ela ganhou sua popularidade conceitual e elegante.

Ficou cult dizer que se está desconstruindo algo. Parece que você está sendo revolucionário. Dá um ar de construtividade destrutiva inteligente. É legal. É cool!

Desconstruir, porém, do ponto de vista do Evangelho, ainda é uma falsificação farisaica, apenas politicamente correta. Sim, porque Jesus não veio para desconstruir, mas para fazer o novo. A desconstrução já é feita pela própria realidade; e tudo o que não for desconstruído pela própria realidade não terá sido desconstruído, mas sim, destruído.

Jesus não destruiu e nem desconstruiu a religião de Israel. Ele apenas fez o Seu próprio Caminho. Ele era a Realidade. Assim, não vemos em Jesus qualquer analise a fim de buscar um bom posicionamento. Não! Ele é o Posicionamento! Ele faz o que é Real. Por isto, ele não destrói e nem desconstrói. Ele apenas faz o Novo. E assim o que é destrutível ante o que é Real, cai na extinção do lago de fogo das ilusões; e assim o que é desconstruível, se desmonta por sua própria conta. E se Jesus não deixa ninguém para trás nem mesmo para sepultar um pai já morrido, deixará que fique alguém para trás a fim de exumar aquilo que já não é?

Jesus não constrói também. Ele dá a semente. Ele planta. Ele a semeia no útero da terra. Ele a rega. Ele dá a ela luz. Ele faz mudar as estações a fim de que o ciclo da vida entre em curso. Ele a faz florescer. Ele a abre em frutos, na estação própria. Jesus é como o Pai. O Pai cria, mas não constrói. Os homens fazem. O Pai chama à existência pela Palavra de Seu poder. Deus nunca “construiu” nada; e como Jesus só fazia o que via em Seu Pai, também nada “construiu”; nem mesmo um livro deixou para nós. O livro, com bom senso, nós reunimos num volume. Jesus, porém, não construiu nada; pois havia criado tudo.

Ele também não reforma nada. Ele trans-forma tudo. Sim, em Jesus não existe nenhum espírito de Reformação, mas apenas de transformação!

Não desperdiça pano novo em veste velha, pois, estragam-se ambos. Não recomenda que se ponha vinho novo em odres velhos pela mesma razão. Também não crê que aquele que se viciou no vinho avinagrado e velho, e que já misturou seu gosto à pele do odre de couro, jamais considerará o vinho novo melhor.

E quando olha para trás, Ele vê Adão, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Davi, menciona Moisés, e João Batista, fazendo aos profetas apenas alusões de significado. Recomenda que se ande na fé que tiveram, mas não faz estudos sobre eles. Nem tampouco recomende que se siga o modelo deles. Não! Jesus diz que eles andaram pela fé e manda que na mesma confiança caminhemos. Mas não tenta reeditar nada. O Reino de Deus, que é a Sua mensagem, sendo sinônima de Evangelho, tem seu caminho para frente...

Desconstrução, entretanto, é ainda uma palavra de quem de tão educado, deseja desmontar algo com as cautelas dos arqueólogos de múmias. Jesus, todavia, passa ao largo de tal escavação e pára diante de tumbas apenas para ressuscitar mortos; pois, Seu Caminho, é Vida; e não um movimento de construção e nem tampouco de desconstrução; mas sim de transformação e de criação; sempre!

O resto, a desconstrução, fica para o trabalho de exumação destrutivamente criativo de quem tem tempo não apenas para, com os mortos, sepultar mais mortos; mas até para viver para entender os mortos, ao invés de buscar servir os vivos, que é o único caminho para discernir o homem; e, assim, participar do processo de transformação em si mesmo, bem como no servir de adubo da Graça na transformação e na criação de outros seres humanos; de gente nascida de novo; não de seres reconstruídos depois de devidamente desconstruídos. Como se tal fosse possível!

Essa é uma tarefa para a religião, não para o povo do Reino!


Pense nisso!



Caio

“TO BE OR NOT TO BE”: NÃO É A QUESTÃO!

“Veio para o que era Seu, mas os Seus não o receberam” — é como o apóstolo João descreve o modo como os filhos de Abraão trataram o Messias, o Cristo, o Emanuel, o Verbo da Vida.

Neste contexto imediato, no qual “os Seus” são os da descendência da Promessa feita a Abraão, aqueles que “o receberam” — os quais também Dele “receberam o poder de serem feitos filhos de Deus” — são visto por João como sendo todo e qualquer ser humano que acolha a Jesus pela fé, confessando que Ele é o Verbo Eterno que se encarnou.

Estes, os que não eram os Dele, o reconheceram; enquanto aqueles que eram “naturalmente” “os Seus”, esses não o receberam, nem sequer o reconheceram.

Ora, conquanto este seja o sentido original e imediato do texto de João, conforme seu entendimento e aplicação consciente da revelação que o possuíra, a Palavra não se circunscreve e nem se deixa escravizar por nenhum “contexto imediato”. Ou seja: por aquilo que no momento da produção do texto era o alvo consciente do autor, no caso, João.

O texto, em si mesmo, e para além do contexto imediato, propõe um sentido muito mais amplo e móvel; porém permanente no seu poder de determinar quem são “os Seus” que não o recebem; e quem são os aqueles que não sendo “naturalmente” Seus — conforme a as linhagens históricas da confissão da fé como religião —, “o recebem”; os quais da parte de Deus, “recebem” também o “poder de serem feitos filhos de Deus”.

E quem são uns e outros?

Na visão da “igreja”, no que diz respeito a pratica da pregação e conforme as doutrinas da salvação, “os Seus” que não o recebem, são todos aqueles que ouvem a mensagem da “igreja” acerca de Jesus, e não o aceitam como Senhor e Salvador; portanto, não aceitando também serem membros da “igreja”; decisão essa que se tornou na única prova cabal de que alguém “pertence a Jesus.”

Assim, do ponto de vista da “igreja”, o “mundo” é feito daqueles que eram “os Seus”, e que não o receberam. E a “igreja” é aquela que o “recebeu”, e cujos membros são os “filhos de Deus”.

Ora, isto demonstra como a “igreja” se esquizofrenizou entre ser “gentia”, e, ao mesmo tempo, “o Israel de Deus”.

A verdadeira Igreja é “o Israel de Deus”, segundo a Promessa feita a Abraão, e da qual se tornam herdeiros todos os que crêem em Jesus, posto que os herdeiros da promessa são os da fé que teve Abraão, não importando a raça, a cultura, o sexo, a etnia, ou qualquer outra forma de diferenciação feita pelos homens.

Desse modo, a Igreja é aquela que é feita dos que “o receberam” (não sendo naturalmente “os Seus”), os quais, por esta razão, não apenas receberam “o poder de serem feitos filhos de Deus”, mas também se tornaram “o Israel de Deus”.

E aqui reside uma grande confusão: “a Igreja não é ‘Israel’”, pois é quase que inteiramente “gentia”; ao mesmo tempo em que, pela fé, se torna herdeira das promessas feitas a Abraão, segundo a fé que justifica pela Graça, tornando-se, por esta razão, “o Israel de Deus”.

Eis o híbrido: incircuncisos que se tornam circuncidados pela fé; pagãos que são feitos filhos de Abraão; gentios que se tornam o Israel de Deus.

Paulo trata disso chamando de um “enxerto” do galho da “oliveira brava” no caule da “oliveira natural”.

Assim, quem não era, passa a ser; e quem era, deixa de ser. E esta é uma dinâmica que vai e vem, de tal modo que o eixo de quem é e quem não é, varia conforme a jactância de ser ou seu quebrantamento.

Ou seja: quando quem era creu que era tanto, que não poderia deixar de ser (o Israel histórico), então, não o reconheceu. E quando aqueles que não eram, passaram a ser, assim foi porque como gentios segundo a carne, aceitaram a oferta da Graça como aqueles que recebem o que sabem que não merecem, porém crêem no poder da promessa a eles feita por Aquele que os chamou de filhos, por Sua livre vontade. Portanto, quem era “de-mais”, deixou de ser; e quem era “de-menos”, passou a ser.

Isto porque sempre que alguém pensa que é, começa a deixar de ser. O ser só se mantém sendo!

Ora, para a “igreja”, que “se vê” como o “Israel de Deus”, tal realidade não muda. Desse modo, ela, sem saber, se torna um verdadeiro Israel segundo a carne, não o “Israel de Deus”. Ou seja: quando ela é tomada por tal presunção, ela passa a fazer parte do grupo com potencial para “não o reconhecer” Hoje.

É a jactância do pedigree de “ser o Israel de Deus” aquilo que torna a “igreja” um “Israel segundo a carne”, visto que o que João disse, não se tornou algo cristalizado, mas varia conforme as mudanças do coração humano.

E aqui há um princípio espiritual apavorante, o qual nos ensina que todas as “certezas” que deixam de ser apenas “fé grata”, transformam-se no oposto daquilo que um dia foram, quando bem-aventuradamente se tornaram justamente aquilo que “por natureza” não eram.

É por esta razão também que João diz que esses que “recebem o poder de serem feitos filhos de Deus”, não nasceram “nem da carne e nem da vontade do homem, mas de Deus”.

Ou seja: eles nunca são o resultado nem da continuidade histórica (da carne), nem tampouco são filhos de decisões humanas (da vontade do homem, ou de sua declarações acerca de quem é ou quem não é). Ao contrário disso, eles são exclusivamente filhos do acolhimento do amor de Deus. Portanto, é o amor feito confissão de fé e vida grata pela Graça, aquilo que mantém a pessoa nesse “lugar existencial” no qual ela é sempre; e isto porque sempre sabe que não é; visto que ela é justamente porque sabe que não seria; tendo em si mesma a gratidão que nunca a deixa se ver como “dona” de si mesma; ou como um ser que já não precisa ser, visto que em jactância diz que já é.

Em outras palavras: aqueles que não eram e passaram a ser, são aqueles que são-sempre-sendo, nunca parando; e continuamente olhando a si mesmos com o olhar da gratidão, declarando todos os dias a Graça que os faz serem aquilo que por natureza não eram, visto que a verdadeira “natureza” do ser que é, é justamente feita dessa fé que nunca vira certeza humana, e nunca evoca qualquer privilégio especial em razão de ligações históricas com a História da Fé.

Recebem o “poder de serem feitos filhos de Deus” os que acolhem Jesus todos os dias com a gratidão de quem “foi feito”, posto que “não era”.

Assim esses são porque sabem que não mereciam terem se tornado.

Ora, o verdadeiro “Israel de Deus” é feito de gente que se vê como aqueles que não deveriam ser, pois, no momento em que julgam que são, e crêem que esse é um estado cristalizável, nesse mesmo momento, deixam de ser.

O principio, portanto, é este: no Evangelho só se é, sendo!

Assim, a questão não é “to be or not to be”, mas sim, ser-sendo.


Nele,




Caio





O OLHAR E O JUÍZO


E se chegar o dia em que a humanidade venha a saber que o Universo só existe no olhar, e que todo olhar altera o que existe?

Hoje imaginamos que o mundo que está com sérios problemas objetivos é a coisa mais real que existe. Assim, os problemas são econômicos, políticos, ambientais e sociais. O mais... — pensa-se: decorre dessas realidades perversas.

Um dia, todavia, por todas as vias, saberemos que o olhar é de fato a luz do ser; e que o ser consciente de si [e que, portanto, possui olhar], ao ver, já o faz a partir dos pressupostos pré-existente no olhar. Assim, a vida é trevas ou luz, dependendo do olhar.

Entretanto, como os olhares são em geral feitos de trevas [fruto amargo do ódio, da indiferença, do egoísmo, da soberba, da vaidade ou do desespero] — então a soma dos maus olhares cria a realidade prevalente aos sentidos.

Portanto...

E se um dia descobrirmos que esse mundo exterior é apenas um plasma infindo em suas assimilações dos olhares, e que de fato tudo era apenas a projeção de nós mesmos?

Tenho falado bastante do assunto porque estou convencido de que as palavras de Jesus acerca do fato dos olhos serem a lâmpada do corpo-ser, e que o bom olhar faz a pessoa ficar luminosa, é algo cujas implicações atingem tudo dentro e fora de nós; até mesmo o Universo.

Sim! Por mais que eu veja a infinitude do Cosmos, com seus bilhões de galáxias e fenômenos loucos, mágicos e caoticamente lindos e ordenados, ainda assim não me sinto esmagado, pois, eu os vejo, e eles não vêem a mim; e, assim, ponho-me a pensar que não pode haver poder maior no Universo criado do que aquele que faz pensar e ver.

Deus é espírito. Daí decorre que na criação não há poder maior que o do espírito.

Acredito que um dia saberemos que nós dêscriamos a criação com nosso olhar de morte, medo e violência.

Por isto é que o Juízo Final será a soma de nossos olhares!

Cada um então existirá na existência que buscou como verdade para si, pois, é pelo olhar que o mundo por vir está sendo criado por cada um e para cada pessoa.

Então cada um receberá segundo o seu olhar!

Jesus disse que a nada julgaria por Si mesmo. Mas disse que Ele ouviria e, assim, julgaria. Desse modo, cada olhar, pensamento e obras humanas são confissões para o juízo.

Sim! O mundo é nossa história coletiva e que bem expressa nosso sentir individual!

E como é difícil não contaminar o olhar!

Todos os dias me apanho vendo como naturais e realistas coisas que não carregam o padrão do céu na terra, conforme Jesus mandou orar e buscar. Então, tento corrigir o meu olhar mediante novas ações. Afinal, é pelas ações que o olhar se fixa em nós como padrão.

Desse modo enxergo minhas imensas contribuições diárias para a minha morte e a de muitos, pois, enxergo que participo essencialmente de todo o processo de morte no mundo, ainda que supostamente eu lute contra eles.

Falo que o olhar está matando o mundo, e que a natureza geme por nossa causa, e que o planeta está em agonias!... — porém, não estou vivendo numa caverna e nem na floresta, e uso de todos os agentes de asfixiamento da vida e do planeta em tudo o que faço; até quando faço minha higiene pessoal ou quando escrevo este texto sobre o assunto. É o combustível da morte o poder que me dá meios de enviar esta mensagem até você via Internet.

Cada coisa que pela prática e o uso nós confirmamos como realidade, torna-se de fato a nossa realidade; e se tal coisa se fixa como real-normal para todos, assim será na terra como o seja na mente.

Estou escrevendo no jardim. Tudo à minha volta é belo. Vida. Muita vida. Muita cor. Muito éden. Entretanto, já houve dias em que toda essa beleza sumiu de meus olhos por completo. Sim! Houve dias que desfiguraram o jardim embora nem uma planta ou animal tenha sido mexido nele.

Hoje a Física Quântica sabe que o olhar do observador altera o objeto observado. E isso é apenas uma fração de tudo.

O Universo é antigo. Mas o mundo é novo. O mundo começou com o olhar humano. Daí não ser estranho crer que a Terra ficou bem por milhões de anos antes do olhar consciente aparecer no planeta. Porém, depois do olhar, tudo se acelerou de modo sem precedente. E a Terra passou a mudar mais em cem anos que em cem mil; e, hoje, cada dia vale milhões de dias, pois, o que milhares e milhões de anos demoraram para produzir de modo natural e cíclico, a humanidade-olhar cria agora dia a dia contra ela própria.

Jesus não disse que poderíamos mudar o mundo em razão de que ele tem um Príncipe de Trevas. Mas mandou que lutássemos contra tal poder pelo amor, pelo olhar; pois, mesmo que não mudemos a mundo; o mundo, todavia, não nos mudará pelo seu mal.

“Pai! Não peço que os tires do mundo, mas sim que os livres do mal”.

Pense nisso! E limpe seu olhar pelas suas ações, até que seus processos mentais entrem no ambiente continuo da renovação de sua mente, sempre mediante ações e pensamentos de não conformação com o mundo.

Nele, em Quem temos moradas maiores e mais lindas que nossos melhores olhares,

Caio
05/03/08
Lago Norte
Brasília
Df
www.caiofabio.com




PERSEGUIÇÃO DE CRISTÃOS SOBRE CRISTÃOS


Leitura recomendada: Hebreus 12 e 13.

Haverá tempos em que aquele que vos perseguir pensará que assim estará prestando culto a Deus — Jesus

Amontoam-se aqui em meu e-mail tanto quanto são passiveis de encontro na estrada, centenas de pessoas que me dizem que em razão do Evangelho que agora entendem ou começam a entender, estão sendo perseguidas.

Toda hora alguém me escreve falando que chegou desconfiado aqui no site, e que, devagar, lendo, a Palavra venceu o preconceito, e o coração se abriu.

A questão é que depois que se encontra o Evangelho de Jesus [e não a “montagem” da “igreja”], nada mais é o mesmo e ninguém mais consegue ver como fazendo qualquer sentido aquilo que antes via e com o que se iludia.

Sim! É como Paulo diz usando palavras gregas ou imagens especiais:

É como a criação da Luz nas trevas — conforme o Gênesis. “De trevas resplandeceu luz!”

É como o arrebentar de uma represa de contenção do Rio da Vida — conforme ele escreve a Tito. “Transbordou a Graça de Deus!”

É como ser tirado à força do ventre no qual se estava em sofrimento, sem poder nascer — conforme Paulo diz aos Corintios. “Depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo”.

É como tirar a Lázaro da tumba — conforme o apostolo disse aos Efésios. “Desperta ó tu que dormes! Levanta-te de entre os mortos! Cristo te iluminará!”

O fato é que depois de ser genuinamente iluminado pela Palavra, ninguém mais consegue olhar as coisas da existência e, com elas, as da “igreja”, do mesmo modo; pois, agora, tudo se torna novo em nossa percepção.

Para quem se sentia convertido é algo como uma conversão dentro da conversão; o que é um milagre muito maior.

Entretanto, não há dúvidas quanto ao fato que muita gente boa de Deus vem sendo maltratada pela “igreja” em razão de terem crido na Palavra de Jesus.

São tribunais religiosos, ou reuniões formais de exame da fé da pessoa, ou mesmo um convite solene a que a pessoa se retire. Então, os que antes eram amigos, agora passam pela pessoa e nem mais a cumprimentam; e se a vêem na rua, atravessam para a outra calçada.

Semana passada na “Caminhada Paulista” encontrei também vários que me contaram como até os pais, irmãos, avós e parentes pararam de receber a pessoa em razão do Evangelho.

Sim! Gente de “igreja” odiando um familiar em razão de que a pessoa apenas confessa que o Evangelho é como é, e não como vem sendo ensinado pelos mestres do engano ou da manipulação.

E quando a família da pessoa é parte da “liderança da igreja”, é muito pior ainda; pois, os familiares, além de que julgam que o membro da família está desviado, ainda mais o julgam por esse desvio ter se dado junto a mim.

Jesus disse que quem é Dele ouve a Sua voz!

Assim, a questão é apenas acerca de quem ouve e quem não ouve a Sua voz na Palavra!

Digo isto em razão de que grande é o poder que a religião tem de provocar lavagens tão profundas que muita gente fica impedida de ver o sol, a luz, o esplendorosamente óbvio.

Aos perseguidores digo:

Tomem cuidado! Vocês estão oprimindo ovelhas de Jesus! Que nenhum de vocês seja encontrado lutando contra o Espírito de Deus!

Aos perseguidos digo:

Fiquem firmes. Sofrimentos como os de vocês têm sido experimentados por muitos que desejaram servir a Deus em liberdade de consciência em Cristo! Assim, não desistam e nem se intimidem; pois, a Promessa do Senhor é a de que Ele mesmo nos dará o que dizer e como dizer nas horas de tais opressões.

Desse modo, quero apenas registrar a tantos quantos no dia de hoje sintam-se assim, que não estão sós; e que estamos juntos, levando para fora do arraial o vitupério de Seu Evangelho.

Nele, em Quem saímos do “acampamento” e do “tabernáculo” da religião a fim de O servirmos em liberdade de consciência,

Caio
17/04/08
Lago Norte
Brasília
DF